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Rota Estratégica da Cadeia Brasileira do Alumínio aponta novos caminhos de inovação e sustentabilidade

Em parceria com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) lança hoje (28), em Brasília, a “Rota Estratégica da Cadeia Brasileira do Alumínio 2030”. Resultado de um amplo processo de construção coletiva conduzido pelo Observatório Sistema FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), propõe de maneira estruturada e participativa um planejamento de longo prazo para este importante setor da economia brasileira.

A Rota Estratégica trata especificidades de cada elo da Cadeia Brasileira do Alumínio – Mineração e Transformação Primária; Reciclagem; Semimanufaturados e Aplicação de Produtos de Alumínio – e traça caminhos de crescimento, inovação e desenvolvimento sustentável para todo o setor. “Entender as ameaças e as oportunidades que são colocadas diante de nós e o que fazer para se preparar para elas é essencial. Além da participação das associadas da ABAL, contamos com as vozes e as contribuições de agentes do governo, academia, terceiro setor e outros elos da cadeia produtiva nacional. O resultado que apresentamos por meio deste mapa é o trabalho de todos ao longo de um ano”, destaca Tadeu Nardocci, presidente do Conselho Diretor da ABAL.

Ao final do projeto, chegou-se à seguinte visão global: “Cadeia Brasileira do Alumínio competitiva, inovadora, sustentável e integrada”. Essa visão de futuro ressalta a necessidade da integração da cadeia, desde a mineração de bauxita até a fabricação de produtos finais.

O trabalho, que envolveu 140 especialistas e mobilizou 75 instituições públicas e privadas, consolidou-se em mais de 240 ações estratégicas relativas aos seguintes temas:

1)      Articulação de Atores

2)    Comunicação e Marketing

3)     Expansão de Mercado

4)    Infraestrutura e Logística

5)     Qualidade, Certificação e Normatização

6)    Recursos Humanos

7)     Segurança Energética

8)    Sustentabilidade

9)    Tecnologia e Inovação

10) Tributação e Formalização

“Participar do desenvolvimento da Rota Estratégica para a indústria do alumínio vai auxiliar o governo a elaborar políticas públicas de inovação e competitividade para o setor”, afirma o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge. “O MDIC atuará diretamente na implementação de ações sugeridas no Roadmap, facilitando, por exemplo, a interlocução os diferentes atores do setor, além de fazer intervenções pontuais de defesa de interesses do setor no âmbito do governo federal”.

Entre as ações propostas, estão a necessidade de campanhas que valorizem a baixa pegada de carbono do metal brasileiro e o desenvolvimento de políticas de incentivo à exportação de produtos industrializados no país.

Um dos aspectos abordados ao longo do documento é a expansão do mercado – que vem passando por fortes transformações nos últimos 10 anos, em especial, com a perda de espaço para a concorrência chinesa. Outro fator de forte influência no setor é a queda da produção nacional do alumínio primário, que sofre os efeitos do aumento nos custos de industrialização.

Comparado com o mercado internacional, o Brasil mantém a competitividade no início da cadeia, suas exportações de minério de alumínio (bauxita) e de óxido de alumínio (alumina) continuam a crescer e chegaram a resultados significativos em 2017. De acordo com a ABAL, as exportações de alumina brasileira cresceram 19% no ano passado, ao mesmo tempo em que a bauxita ficou entre os mais importantes elementos da pauta de exportações do setor de minérios.

“O Roadmap propõe reorientar essa tendência, estimulando a integração da cadeia, de forma a agregar valor à nossa produção, em todos os elos. Busca fomentar a criação de ambientes que atraiam, retenham e desenvolvam empresas e investimentos focados na inovação e na sustentabilidade”, ressalta Milton Rego, presidente-executivo da ABAL.

Fonte: Assessoria de imprensa Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) – Carina Baladi

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