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SIAMFESP PROMOVE CAFÉ TRABALHISTA

O SIAMFESP realizou no dia 19 de setembro o “Café Trabalhista”. A exemplo do “Café Tributário”, o evento teve por objetivo orientar as empresas sobre as mudanças na legislação. Para tanto, a gerente do Departamento Sindical da Fiesp, Daniele Azevedo de Souza fez uma apresentação discorrendo sobre os principais aspectos que envolvem a Reforma Trabalhista, e como atuar nesse momento de transição.

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Segundo ela, trata-se de uma modernização da legislação Trabalhista esperada há muito tempo pelo setor produtivo e que, ao contrario do que muitos dizem, não tira direito dos trabalhadores. Ela explica que o tema foi bastante debatido e o projeto recebeu inúmeras emendas e retrata algumas situações que já aconteciam na prática, mas não estavam previstas na legislação.

Para a gerente do Desin, o RH tem papel fundamental nesse processo para fazer a coisa acontecer. Ela diz que tudo necessita de negociação. É preciso valorizar essa relação que ao longo do tempo amadureceu e olhar para o futuro. “A lei prevê menor intervenção do Estado e a valorização da negociação.”

A advogada explica, no entanto, que ainda existem muitas dúvidas e que até que se formem novas jurisprudências será preciso aplicar a lei, mas ninguém sabe ao certo qual o melhor caminho a seguir. O objetivo maior da lei é dar segurança Jurídica às partes, mas é preciso entender que o processo envolve uma mudança de Cultura, pois tira o judiciário da área de conforto. Todos terão que estudar novamente e isso gera uma “insegurança”. Logo, alerta, isso aumenta a responsabilidade das partes nos processos judiciais.

Explicando o novo ambiente para as negociações das Convenções Coletivas, ela foi bem clara ao lembrar que não se pode ferir a lei, e ressaltou a importância de dividir as informações entre as empresas. A Comissão de Trabalhadores também pode ser vista como positiva, argumenta, basta que a empresa defina se vai querer aproximá-los ou afastá-los da gestão.

Outro ponto ressaltado é o artigo 611B, que estabelece o que não pode ser negociado. Daniele lembra que suspender todos os pontos negociados pode não ser inteligente. É preciso avaliar e ter uma “moeda de troca”, para negociar com os trabalhadores.

A gerente do Desin diz que não é possível mudar a Cultura de um dia para o outro. É preciso fazer um planejamento do que a empresa quer para os próximos anos, avaliar como fazer para retirar algo que prejudica a empresa e ponderar sobre o que pode ser mantido ou mesmo trocado. “Para tanto é preciso ajuda da base para manter o negociador informado das prioridades”, reforça.

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Ao final da apresentação os presentes puderam tirar dúvidas e trocar informações sobre como estão conduzindo o processo dentro das empresas.

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Patrocinaram o evento: Suvide e Procat Vacinas

Fonte: AZM Comunicação

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