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Preço do cobre tem a maior alta dos últimos 18 anos
05/05/2006 - Jornal do Commércio - RJ
Os preços do cobre tiveram sua maior alta dos últimos 18 anos, alcançando um recorde, depois de a BHP Billiton Ltd. ter dito que os conflitos trabalhistas e a escassez de equipamentos e trabalhadores poderão persistir nas minas até o final de 2008. O zinco também disparou, e o alumínio subiu para seu patamar mais elevado desde agosto de 1988.
"Quase todas as minas estão operando a plena capacidade e enfrentando uma enorme sobrecarga", disse hoje Diego Hernández, presidente da divisão de metais básicos da BHP, em entrevista concedida em Londres. A BHP, com sede em Melbourne, na Austrália, é a maior mineradora do mundo.
O cobre subiu 74% este ano, uma vez que a suspensão da produção em minas desde a Indonésia até o México limitou a oferta, enquanto a demanda se expandia. As mineradoras Antofagasta Plc e Kazakhmys Plc informaram ontem quedas da produção no primeiro trimestre.
A alta dos preços levou as ações da produtora Phelps Dodge Corp. a registrarem uma alta recorde hoje e impulsionaram os custos das fabricantes de fios e tubulações de cobre.
Os metais estão puxando a alta, que já dura um ano, das commodities, e engloba o ouro, o açúcar e o petróleo bruto, num momento em que os investidores estão aplicando grandes somas em matérias-primas, na tentativa de obter retornos melhores do que os proporcionados por ações e bônus.
O Barclays Plc prevê que os investimentos dos fundos em commodities poderão ultrapassar os US$ 120 bilhões até 2008, a partir dos US$ 80 bilhões contabilizados no ano passado.
Elevação de 7,6%
O contrato de cobre para entrega em três meses subiu US$ 540, ou 7,6%, fechando a 7.650 na Bolsa de Metais de Londres (LME, pelas iniciais em inglês). Foi o maior ganho percentual desde janeiro de 1988 e a maior flutuação registrada por uma commodity ontem.
Os preços chegaram a alcançar o recorde de US$ 7.700 a tonelada. Na divisão Comex da Bolsa Mercantil de Nova York o contrato de cobre para entrega em julho subiu US$ 0,18, ou 5,4%, para US$ 3,485 a libra-peso ao meio-dia, após alcançar um recorde de US$ 3,505. No último período de um ano o preço do cobre mais do que duplicou, e o metal foi o contrato que mais subiu dentre as 22 commodities norte-americanas monitoradas por análise da Bloomberg. Uma greve de seis semanas fechou a mina de La Caridad, do Grupo México SA, a sétima maior produtora mundial de cobre.
Os estoques dos armazéns credenciados pela LME caíram pelo quarto dia consecutivo, e sofreram retração de 7% desde que a greve começou em La Caridad, a 24 de março. Os volumes de cobre armazenados caíram para 115.975 toneladas, seu nível mais baixo desde 19 de abril, disse a LME em relatório. Essa quantidade é suficiente para menos de três dias de demanda mundial.
O contrato de zinco para entrega dentro de três meses subiu US$ 220, ou 6,8%, para US$ 3.440 a tonelada na LME após alcançar o preço recorde de US$ 3.462.
O metal, empregado na galvanização do aço, mais do que duplicou de preço no último período de 12 meses. O preço do alumínio subiu US$ 132 em Londres, ou 4,8%, para US$ 2.880 a tonelada, o maior fechamento desde agosto de 1988.
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