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Esta foi a maior queda do Índice de Preços ao Produtor (IPP) na série histórica.

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De acordo com os dados divulgado há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esta foi a maior queda do Índice de Preços ao Produtor (IPP) na série histórica.

No acumulado do ano, o indicador apresenta alta de 7,91%; já o acumulado em 12 meses foi 12,16%.

No período, oito das 24 atividades investigadas tiveram variações positivas de preço. As quatro maiores variações foram em: indústrias extrativas (-14,18%); refino de petróleo e biocombustíveis (-6,99%); metalurgia (-3,91%); e alimentos (-3,74%).

No caso das indústrias extrativas, este é o terceiro mês consecutivo que a taxa fica negativa e a menor desde setembro de 2021 (-16,48%). O acumulado no ano passou de 26,61% em julho, para 8,65% em agosto. Também pelo terceiro mês consecutivo, o acumulado em 12 meses apresenta uma taxa negativa, -26,60%.

A maior influência na variação de -3,11% da indústria geral foi em Refino de petróleo e biocombustíveis – grupo responsável por -0,95 ponto percentual (p.p.).  A queda de 6,99% foi a primeira variação negativa no ano e a menor desde abril de 2020 (-20,61%). O acumulado no ano recuou de 36,00%, em julho, para 26,49%; o acumulado em 12 meses foi de 45,98%.

Em Alimentos, é a a segunda vez no ano que a variação é negativa (em janeiro, -0,19%). Com isso, o acumulado no ano recuou de 10,88%, em julho, para 6,73%, em agosto; na comparação com o mesmo mês de 2021, o agosto atual teve em média preços 12,44% maiores.

Na Metalurgia, a variação de preços da atividade foi de -3,91%, quinta negativa no ano. O setor acumulou -5,20% no ano e -4,29% em 12 meses.

Já Veículos registrou a 26º resultado positivo consecutivo e já acumula alta de 31,87%. Em agosto, o grupo subiu 0,64%. Com isso, os primeiros oito meses de 2022, o setor acumula uma variação de 7,71%. E a variação acumulada nos últimos 12 meses foi de 11,88%, menor resultado neste indicador desde janeiro de 2021 (11,65%).

A indústria química teve a quarta variação negativa no ano, de -1,82%.

A variação de preços em relação a julho também repercutiu da seguinte maneira entre as grandes categorias econômicas: -0,39% de variação em bens de capital (BK); -3,60% em bens intermediários (BI); e -2,79% em bens de consumo (BC), sendo que a variação observada nos bens de consumo duráveis (BCD) foi de 1,13%, ao passo que nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) foi de -3,50%.

A principal influência dentre as Grandes Categorias Econômicas foi exercida por bens intermediários, cujo peso na composição do índice geral foi de 58,79% e respondeu por -2,13 p.p. da variação.
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